O ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, afirmou na noite de ontem (31), que ainda não há confirmação se a Copa América irá ocorrer, de fato, no Brasil.  

No pronunciamento à imprensa, feito no Palácio do Planalto, o ministro informou que a decisão oficial será tomada nesta terça-feira (01), mas confirmou que se o evento ocorrer no país, seguirá todos os protocolos sanitários incluindo a vacinação dos atletas e das comitivas. 

“Ainda não tem nada certo. Quero pontuar de forma bem clara. Estamos no meio do processo. Mas não vamos nos furtar a uma demanda, caso seja possível de atender” disse. 

Além disso, o ministro informou que caso ocorra o evento, as delegações terão limite de 65 integrantes e que não haverá público nos jogos. “São 10 times, com dois grupos, 65 pessoas por cada delegação, todos vacinados. Foi imposição que nós tratamos com a CBF. Até agora não há documento firmado, apenas as tratativas, bem como a seleção brasileira também será vacinada”, completou. 

De acordo com o ministro, ele recebeu uma ligação de Walter Feldman, secretário-geral da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que lhe consultou sobre a organização do evento no Brasil, e que o tema está sendo debatido em reunião.  

Alguns estados, como Pernambuco e Rio Grande do Norte já informaram que não possuem condições sanitárias para realizar o evento. 

As informações passadas por Ramos, contradizem o que a Conmebol publicou em suas redes sociais oficiais, em que afirmaram que o Brasil irá sediar o evento.  

“O Brasil receberá a Copa América 2021! O melhor futebol do mundo levará alegria e paixão a milhões de sul-americanos. A Conmebol agradece ao presidente Jair Bolsonaro e sua equipe, assim como à Confederação Brasileira de Futebol”, disse a Conmebol. 

Ramos também rebateu algumas críticas contra o evento, alegando que está ocorrendo jogos em todo o Brasil, e que não entende como há pessoas criticando um evento privado e com poucos jogos, se no Brasil tiveram jogos dos estaduais, brasileiro e libertadores.