O ano de 2022 começa com forte aceleração e mostra que poderá ser o melhor da energia fotovoltaica na história do Brasil e do Estado. A maior parcela destes novos postos de trabalho virá do segmento de geração própria de energia solar (GD), liderado por Minas Gerais, com painéis instalados em telhados de casas, condomínios, empresas, terrenos e propriedades rurais, que será responsável por mais de 251 mil empregos no país.

“Dos R$ 50,8 bilhões de investimentos previstos para este ano, a geração distribuída solar corresponderá a cerca de R$ 40,6 bilhões”, apontou o deputado Gil Pereira, ao comemorar as previsões anunciadas pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), que representa todo o setor.

Projeção nacional: mais 11,9 GW em potência instalada

Os estudos da entidade apontam que a fonte solar fotovoltaica deverá gerar este ano cerca de 357 mil novos empregos, beneficiando todas as regiões brasileiras, somando os segmentos de geração distribuída e geração centralizada, este último (GC) caracterizado por grandes usinas solares.

Serão adicionados mais de 11,9 gigawatts (GW) de potência instalada, conforme as projeções, somando os pequenos e médios sistemas (micro e minigeração) e as usinas de grande porte. Isso representará crescimento superior a 91,7% sobre a capacidade instalada total do país, atualmente de 13 GW. As perspectivas para o setor são de chegar ao final de 2022 com um total acumulado de mais de 747 mil empregos no Brasil, desde 2012, distribuídos entre todos os elos da cadeia produtiva.

MG mantém liderança no país

Líder nacional na geração distribuída solar fotovoltaica (GD), o Estado acaba de ultrapassar, nesta segunda-feira (10/01/2022), o inédito marco de 1,5 GW em potência instalada, salto de crescimento após ter atingido 1 GW em maio do ano passado (somente nove meses), sendo a fonte renovável campeã isolada do setor de micro e minigeração.

“É o melhor Estado para se investir, principalmente no nosso ensolarado Norte de Minas Gerais. Significa atração de investimentos privados, geração de empregos locais e de qualidade (diretos e indiretos), vultosos recursos tributários aplicados pelas prefeituras, economia no bolso dos consumidores, além de mais energia sustentável muito bem-vinda à nossa matriz energética”, ressaltou o deputado Gil Pereira.

E completou: “Saímos na frente e mantemos a liderança. Orgulho em fazer parte dessa conquista, resultado da luta que travei pela inovadora legislação mineira de incentivo ao setor, com leis de minha autoria, especialmente a de nº 22.549/17 (Lei da Energia Solar Fotovoltaica de MG), primeira no país, que isenta de ICMS usinas até 5 MW, beneficiando sistemas de pequeno e médio portes”, destacou Gil Pereira, que preside a Comissão das Energias Renováveis e dos Recursos Hídricos, da Assembleia Legislativa.

Geração distribuída e centralizada

Para a geração própria de energia solar, em 2022, estima-se no Brasil crescimento de 105%, frente ao total já instalado até 2021, passando de 8,3 GW para 17,2 GW. No segmento de usinas solares de grande porte, o crescimento previsto será de 67,8%, saindo dos atuais 4,6 GW para 7,8 GW.

Neste contexto, a geração de tributos contribuirá, significativamente, para o fortalecimento dos orçamentos públicos e a prestação de melhores serviços à sociedade brasileira. O valor superior a R$ 15,8 bilhões já contabiliza a economia dos consumidores em suas contas de eletricidade, mostrando que o benefício econômico do setor é favorável também ao poder público.

Diversificação da matriz energética

O presidente-executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, destaca que este poderá ser o ano mais radiante já registrado para o mercado fotovoltaico brasileiro. “A solar é a fonte renovável mais competitiva do país e uma verdadeira alavanca para o desenvolvimento econômico, social e ambiental. Estamos avançando para nos tornarmos uma grande liderança mundial neste setor, cada vez mais estratégico no mundo”, destacou ele.

De acordo com análise da entidade, a geração própria de energia (GD solar) cresce a passos largos e deverá praticamente dobrar a potência operacional anualmente instalada, pois a Lei Federal nº 14.300/2022 sancionada, marco legal do setor, impulsionará a demanda do mercado nacional. “Além disso, o aumento nas tarifas de energia elétrica segue com tendência de elevação, pesando no bolso do consumidor, que procurará solução para diminuir as despesas”, analisou o deputado Gil Pereira.

 

Fonte: Assessoria Dep. Gil Pereira