O deputado Gil Pereira manifestou de imediato nesta quarta-feira (22/06/22) sua apreensão relacionada ao salto registrado no preço da energia no país, nos últimos anos, tão logo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reajustou as bandeiras tarifárias – a cobrança extra nas contas de luz que ocorre quando a geração está mais cara. Em MG, 774 cidades também foram afetadas por reajuste anual da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Presidente da Comissão das Energias Renováveis e dos Recursos Hídricos, da Assembleia, Gil Pereira adverte para o cenário de sucessivos aumentos da conta de luz, que afetam todo o setor produtivo da economia brasileira e até o custo da alimentação básica das famílias.

Diversificação da matriz

“Prioridade da minha atuação parlamentar, tenho alertado sobre a urgência da diversificação da matriz energética nacional, através de outras fontes renováveis, para menor dependência das hidrelétricas, gravemente afetadas por períodos de escassez de chuvas, ou das termelétricas a óleo e carvão, mais caras e poluentes. A energia solar fotovoltaica foi uma das mais competitivas nos últimos leilões do governo federal para contratação de novas usinas, ao lado da fonte eólica. O resultado é energia limpa, renovável, abundante e barata, com destaque para o ensolarado Norte de Minas Gerais”, destacou o deputado Gil Pereira.

São os leilões que asseguram o suprimento de energia para os próximos anos e permitem que o país cresça sem risco de desabastecimento. A fonte mais barata continua sendo a hidroeletricidade. Eólica e solar têm ficado na frente das termelétricas a gás, óleo e carvão.

Com a crise hídrica e a diminuição do nível das barragens, o governo federal optou pelas usinas termelétricas, o que encareceu as contas de luz.

Competitividade

“A água, o vento, o sol e a biomassa são recursos gratuitos da natureza, que se renovam. Isso não é verdade para outras fontes que não são renováveis. Então, é fundamental, para a gente continuar tendo uma matriz elétrica limpa, mas também competitiva, com preços menores e não maiores para os consumidores, nós priorizarmos as fontes limpas e renováveis. São as mais competitivas no Brasil. De quebra, são limpas e renováveis, mas são as mais baratas que o Brasil tem à sua disposição”, ressaltou o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia.

Bandeiras tarifárias

A maior alta do reajuste, de quase 64%, foi na bandeira vermelha patamar 1, que passou de R$ 3,97 para R$ 6,50, a cada 100 quilowatts/hora consumidos.

Desde 16 de abril, a que está em vigor é a bandeira verde, que não tem cobrança extra. A Agência informou que a tendência é de que as contas de luz fiquem com esta bandeira até o fim do ano, por causa da recuperação dos reservatórios das hidrelétricas, após a crise hídrica de 2021.

Minas Gerais

Ao mesmo tempo, a energia elétrica ficou mais cara 5,22% em 774 cidades de Minas Gerais. O reajuste anual da Cemig, que atende a cerca de 8,8 milhões de consumidores no Estado, também foi autorizado pela Aneel.

O aumento é de 5,22% para clientes residenciais e de 14,31% para comércios e indústrias. Para lojas, iluminação pública e propriedades rurais: 6,23%. A Cemig informou que não houve aumento nos anos de 2020 e 2021.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa - Gil Pereira