Já começa a mostrar a cara no que resultará a entrada do Centrão, bloco de parlamentares federais de diversos partidos, conhecido pelo apetite que têm por cargos e pelo acesso a verbas públicas, especialmente no critério de distribuição das mesmas. Grupo forte na composição da Câmara dos Deputados, pela praticidade com que decidem suas posições de apoio ou não ao Executivo, o Centrão mirou o Ministérios da Educação e da Saúde como de sua preferência para influir. Nesse último fim de semana soube-se em Brasília que esse bloco vai apoiar manobra dos deputados da Comissão de Educação para criação de um auxílio emergencial de R$ 31 bilhões a ser distribuído, em parcela única, a Estados e municípios, para que esses invistam no atendimento das demandas do setor, que entendem ter sido extremamente sacrificado pela pandemia do Covid-19. De Minas Gerais nenhum deputado assinou a proposição, que deverá ser protocolada nessa semana, em regime de urgência.