Na última quarta-feira (27), durante um almoço em um evento com cantores sertanejos, em Brasília, o presidente Jair Messias Bolsonaro (Sem partido), afirmou que o gasto de R$15 milhões em latas de leite condensado são para “enfiar no rabo da imprensa”, além de insultar o setor de comunicação como “merda”. “Imprensa de merda essa daí. É para enfiar no rabo de vocês aí, vocês não, vocês da imprensa, essa lata de leite condensado”. 

O presidente justificou o alto valor destinados ao doce, dizendo que os produtos não são designados à presidência e que se o acusam disso, é sinal de que não têm do que o acusar “Não é para a Presidência da República essa compra de alimentos até porque nossa fonte é outra. São para alimentar 370 mil homens do exército brasileiro e também programas de alimentação via Ministério da Cidadania, também alimentação via Ministério da Educação, entre tantos e tantos outros. Essas acusações levianas não levam a lugar nenhum e se me acusam disso é sinal que não tem do que me acusar" 

Após a fala ofensiva, Bolsonaro foi aplaudido pelos convidados e recebeu elogios de “mito”.  

O chefe do executivo, também justificou a compra de R$ 2.203.681 apenas com chicletes “Quem já esteve no Exército, já teve um catanho. Pessoal sabe o que é um catanho, quem serviu, tem um chicletinho lá dentro. Isso não é mordomia, não é privilégio”, informou.  

Em sua defesa, o presidente disse que em uma live hoje (28), irá mostrar que em 2014, a ex-presidente Dilma Roussef comprou mais leite condensado em seu mandato, do que ele.  

Levantamento de gastos 

Em um levantamento feito pelo Metrópoles, foi divulgado os altos valores gastos com alimentos pelo governo federal em 2020. Além da compra de chicletes e leite condensado, outras compras de valores absurdamente altos foram identificadas, como R$32,7 milhões gastos em pizza e refrigerante e R$14 milhões na compra de molho de pimenta, shoyo e inglês.