Agora, o Vereador Nikolas Ferreira chama a atenção para duas atitudes, bastante antagônicas, adotadas pela prefeitura de Belo Horizonte, no que diz respeito às ações de combate a pandemia de coronavírus na cidade.

Enquanto segue-se uma batalha ferrenha para o retorno às aulas presenciais nas escolas públicas, nada se faz a respeito dos prostíbulos da cidade, que seguem abertos e funcionando a pleno vapor, independentemente de qualquer decreto da prefeitura, até porque neles tais locais não são contemplados.

Não é de agora essa reclamação, a Vereadora Flávia Borja já levantou essa questão anteriormente.

Ou seja, dois pesos e duas medidas. Nada científico nisso.

Agrega-se ainda a essa série de controversas ações de contenção da pandemia, o fato de os ônibus circularem lotados, devido à redução do número de carros, bem como os carros de metrô, que também andam com números reduzidos, viajarem lotados de passageiros, principalmente em horários de pico.

Escolas fechadas, prostíbulos abertos, ônibus lotados, metrôs lotados, uma equação bastante difícil para a população belo-horizontina entender e aceitar.

No seu posicionamento, o Vereador Nikolas também pontuou que alguns órgãos internacionais como a Unicef, Unesco, a própria OMS, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a ONU sugerem o retorno às aulas, com consciência dos riscos e com a manutenção de todas as cautelas, já bastante conhecidas da população.

Finalmente, Nikolas coloca: “Infelizmente, a Prefeitura virou uma monarquia onde, de manhã, o Kalil acha que é rei e, de tarde, ele tem certeza. É muito ruim ser eleito e muitas vezes olhar para o eleitor, para as pessoas [a] que você deve consideração e falar: “Estamos tentando, mas depende tudo do prefeito”.