Louvável, em termos, a atitude do atual Diretor Jurídico da CEMIG, Eduardo Soares, que dirigiu ao Dr. Leonardo Duque Barbabela, Promotor da 17ª. Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público da Comarca de Belo Horizonte,  correspondência de referência DRJ 00200/2021 e protocolada no último dia 20 de Abril, oferecendo-se para colaborar com as demoradas investigações comandadas pelo MPMG sobre supostas falcatruas constatadas na condução de assuntos relacionados à gestão da CEMIG, empresa que integra o patrimônio público de Minas Gerais e que vem tendo seus ativos solapados por seguidos e tumultuados atos de alguns de seus gestores. O paulista Dr. Eduardo Soares, que nesse dia 30.04 comandou a realização da AGE convocada para dar forma a majoração dos vencimentos mensais dos atuais diretores estatutários da empresa para R$ 162.000,00 mensais, conceitualmente taxados como vergonhosos e imorais por deputados estaduais da Comissão de Minas e Energia da ALMG, ofereceu como uma concessão pessoal a entrega de informações que pudessem melhorar o resultado das investigações e, Deus queira que não seja eventualmente, colocar na cadeia os que descaradamente furtam a citada estatal. Para não ser visto como cínico, ou idiota, ou equivocado, ou distraído, ou mentiroso, ou esquecido e permitir ao MPMG bem como ao Dr. Barbabela ganhar tempo, seria oportuno que o Dr. Eduardo Soares:

  1. Explicitasse as razões da contratação de escritórios de consultoria em Nova Iorque para apurar desvios, ou falcatruas ou atos que podem ter prejudicado, em quanto, como e quando o interesse e o patrimônio da CEMIG;
  2. Demonstrasse com que credenciais sua senhoria e a atual diretoria jurídica da CEMIG fez a seleção, discussão de critérios e contratação dessa consultoria internacional para atuar em tais serviços e qual é o seu custo para o caixa da CEMIG;
  3. Justificasse as razões da circulação e interferência do sr. Evandro Negrão de Lima Filho em assuntos do interesse da estatal CEMIG, especialmente os relacionados a empresa paulista EXEC;
  4. Demonstrasse as razões da contratação da IBM, SEM LICITAÇÃO, ao valor de R$ 1,111 bilhão para dessa obter serviços de consultoria organizacional durante os próximos 10-(dez) anos. (até o ano de 2031).
  5. Justificasse a contratação ‘a posteriori’ da empresa EXEC para que essa pudesse avaliar, selecionar e indicar o nome do atual presidente da CEMIG, Dr. Reynaldo Passanezzi para o cargo de comando da estatal, mediante o pagamento do valor de R$ 170.000,00 para que se empreendesse tais serviços, constantes de proposta-contrato inicialmente dirigida ao sr. Evandro Negrão de Lima Filho e, depois de já realizados tais trabalhos, formalizado para pagamento.
  6. Colecionasse e apresentasse a essa mencionada 17ª. Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público da Comarca de Belo Horizonte, do nosso respeitável Ministério Público de MG, todos os contratos de assessoria, consultoria, serviços de atendimento remoto a consumidores e clientes, realizados SEM LICITAÇÃO, cujos valores, pasmem,  montam a casa de bilhão de Reais.

Resumidamente, saudando o êxito que se deseja nas investigações capitaneadas pelo MPMG, essa é uma inquieta e cidadã expectativa que se quer agregar ao sucesso dos seus trabalhos. Que o solícito diretor jurídico da CEMIG assim colabore, verdadeiramente, com atos, documentos e informações concretas e isentas.