A Faixa de Cinema, da Rede Minas, exibe no mês de setembro filmes que abordam questões sociais alarmantes, como educação, gênero, preconceito racial, direitos das mulheres e inclusão de pessoas com deficiência. São mais de cinco títulos, entre curtas, média e longa-metragens que ganham espaço na tela através de uma parceria com a curadoria do Instituto Cinema em Movimento (Icem). A organização é considerada a maior rede não formal de difusão de filmes no Brasil. Para abrir a programação especial, o público confere “Nunca me sonharam”, de Cacau Rhoden, nesta sexta (04), às 23h30.

O documentário traz a realidade do ensino médio nas escolas públicas do Brasil. O filme trata sobre os desafios do presente, as expectativas para o futuro e os sonhos de quem vive a situação. As barreiras a serem vencidas no sistema educacional público são expostas na voz de estudantes, gestores, professores e especialistas. Dados do Observatório da Juventude da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)/2015), apontam que 1,7 milhão de jovens entre 15 a 17 anos está fora da sala de aula. A fragilidade dos números é revelada, na obra, através das vidas capturadas pelas lentes do diretor.

O curitibano Cacau Rhoden começou sua carreira audiovisual aos 16 anos como assistente de produção e ali descobriu sua vocação para o cinema. Como diretor, sensível e vocacionado às questões sociais, tem trabalhos voltados à infância, juventude e à educação brasileira como “Tarja Branca” (2014) e “Corações e mentes - escolas que transformam (2018)”, entre outros.

O filme “Nunca me sonharam”, de Cacau Rhoden, estreia a programação “Mês dos desafios sociais, sonhos e conquistas”, da Faixa de Cinema, da Rede Minas. O filme vai ao ar nesta sexta (04), às 23h30. O público também pode acompanhar a atração pela internet, nesse mesmo horário, através do site da emissora: redeminas.tv.

SERVIÇO
Faixa de Cinema - “Mês dos desafios sociais, sonhos e conquistas”
Dia 04 (sexta), às 23h30 - “Nunca me sonharam”, de Cacau Rhoden