Desde o início da pandemia da Covid-19 no Brasil, muitas pessoas estão evitando aglomerações e também sair de casa para realizar atividades não essenciais. Porém, por causa do medo de contaminação, uma atividade essencial não tem sido realizada: o diagnóstico precoce de doenças graves, como câncer.

As Sociedades Brasileiras de Patologia e de Cirurgia Oncológica estimam que cerca de 50 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com câncer desde março. “Isso significa que muitas pessoas não foram até o hospital rastrear problemas, como nódulos nos seios, por exemplo”, comenta o radioterapeuta Miguel Torres, presidente do Instituto de Radioterapia São Francisco.

Rastreamento

Segundo Miguel Torres, os exames de rastreamento são muito importantes para a descoberta precoce dos cânceres. Ele explica que rastreamento é diferente de prevenção. “Hábitos saudáveis, por exemplo, são do campo da prevenção. O rastreamento é quando você tem algum sintoma ou alguma alteração que precisa imediatamente ser avaliada”, diz.

Muitos cânceres evoluem muito rapidamente, por isso Torres enfatiza a necessidade de descoberta precoce. “Quando um câncer chega na fase metastática, atingindo outros órgãos, por exemplo, as chances de cura são muito pequenas. Não queremos que isso aconteça”, alerta Torres.

Medo

Segundo o médico, o paciente não precisa ter medo de ir até o hospital fazer um exame. “Os hospitais estão adotando protocolos de atendimento rigorosos, de acordo com organismos internacionais, muitas vezes separando os pacientes em ambientes distintos. Tudo para assegurar o menor risco de contaminação”, comenta.

Além disso, ele lembra que hoje é possível marcar uma consulta online. “Se o paciente não quiser sair de casa, o Conselho Federal de Medicina já permitiu que ele busque a telemedicina. E, mesmo havendo a necessidade de ir ao hospital para fazer exames complementares, isso pode ser feito com segurança”, diz.

Já os médicos têm medo de que, futuramente, se as pessoas continuarem sem buscar diagnóstico, haja descobertas em massa de cânceres em estágio avançado. “Isso é extremamente preocupante, porque o diagnóstico retardado pode comprometer seriamente a curabilidade em muitos casos” alerta Torres.

Sobre o IRSF

Há mais de 40 anos curando pessoas e contribuindo para o bem estar, o Instituto de Radioterapia São Francisco é reconhecido pela inovação e pioneirismo em radio-oncologia e radioterapia. Seu corpo clínico é composto por médicos especialistas em radio-oncologia com grande experiência e, constantemente incorpora novos médicos que trazem a inovação. Tem como missão levar excelência técnica em radioterapia e tratamento humano para todos e faz isso trazendo acessibilidade. Possui, entre outros equipamentos, dois aceleradores lineares de partículas sendo um novo Acelerador Elekta equipado com IMRT; braquiterapia de alta taxa de dose; sistema de planejamento computadorizado baseado em algoritmo de MonteCarlo e equipamentos de proteção radiológica e de dosimetria de alto padrão. Realiza tratamentos convencionais, com conformação tridimensional, IMRT-irradiação com intensidade modulada e braquiterapia. Foi responsável por realizar, de forma pioneira em Belo Horizonte diversas técnicas tais como o hipofracionamento em câncer de mama. É certificado pelo Ministério da Saúde em excelência em controle de qualidade. 

 

Fonte: Hipertexto Comunicação Empresarial