O Instituto Data Secovi, da CMI/Secovi-MG (Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais), divulgou, nesta semana, os dados referentes às vendas de imóveis em Belo Horizonte no ano passado. Segundo a pesquisa, foram comercializados 13.984 apartamentos, apresentando uma leve retração de 0,8% na comparação com a quantidade registrada em 2018 (14.099). Em relação ao valor médio das negociações realizadas com esse perfil imobiliário, o levantamento mostra que, em 2019, houve um aumento de 0,2% na comparação com 2018: de R$ 466.845 para R$ 467.768. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no ano passado foi de 4,31%.

Segundo o diretor da CMI/Secovi-MG, Leonardo de Bessas Matos, as perspectivas para este ano são muito positivas, principalmente em função das reformas, da redução das taxas de financiamento imobiliário e da queda na taxa básica de juros (Selic), que está no patamar mais baixo da história, chegando neste mês a 4,25% ao ano (ou seja, 0,347% ao mês). “Sem dúvida, estamos em um dos momentos mais favoráveis para a aquisição de imóveis, seja para morar ou investir. A redução da taxa Selic tornou o mercado financeiro de renda fixa pouco atraente; atualmente, um aluguel residencial rende facilmente 0,4% ao mês e um comercial, 0,6%, além da valorização própria do imóvel. As parcelas de financiamento reduziram drasticamente, o que reduziu a renda necessária, aumentando a quantidade de pessoas que podem se qualificar para a aquisição”, afirma.

O diretor da CMI/Secovi-MG revela que a compra e venda de imóveis em São Paulo —termômetro do mercado brasileiro— cresceu 10,5% entre dezembro de 2018 e novembro de 2019, segundo levantamento do Registro de Imóveis do Brasil. “As construtoras mineiras já perceberam esse cenário e podemos observar o início de várias obras em Belo Horizonte”, declara Matos.

Ele também aponta para o bom momento do segmento de locação, que apresentou alta no valor médio do aluguel de 8,11% entre janeiro e outubro de 2019, em relação ao mesmo período do ano passado. “Acredito que o mercado de locação tende a crescer neste ano mais ainda, pois há espaço para a recuperação do desconto oferecido durante a crise econômica”, prevê Matos.

Fonte:INTERFACE COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL