O escritório de advocacia contratado pela CEMIG para formular os estudos de oferta da Light ao mercado nesses próximos meses, o LEFOSSE, sediado em São Paulo, entrará nesse processo com boas chances de êxito já que o atual Diretor Jurídico da estatal, Eduardo Soares foi seu sócio até o mês de março de 2020. Felizmente Eduardo Soares deixou o escritório antes porque senão ele não poderia participar da licitação que contratou o mencionado escritório por notória especialização no processo que selecionou a banca que a assessorará em importantes operações. Nada irregular e coincidências não podem prejudicar tão importantes decisões de uma empresa estatal que sempre foi o orgulho de Minas Gerais. Boa sorte ao LEFOSSE, ao Dr. Eduardo e ao Estado de Minas Gerais, controlador da CEMIG que por sua vez controla a LIGHT e muito mais.

São Paulo

Não procede também a notícia maldosamente divulgada ontem de que a CEMIG estaria estudando a transferência de sua sede para São Paulo. Nos corredores da concessionária as reações foram amenizadas também pela informação de que, já que o presidente da empresa, Dr. Reynaldo, Dr. Eduardo (Jurídico) e Dr. Marney (Distribuição) são paulistas a empresa e os próprios não precisariam arcar com as dificuldades e custos de sua locomoção daquele Estado amigo para BH. A reforma dos conceitos profissionais em Minas Gerais tem que andar, para não precisarmos buscar em São Paulo três nomes de gabarito à altura de ocupar esses cargos. O NOVO, com sua modelar forma de preencher cargos com gente bacana não viu por aqui nas Alterosas nomes com credenciais para tais funções. Vai passar. O jogo é bruto e o fosso, fundo.

Obras e Logística

Onde não havia desconfiança nenhuma agora já são duas as investigações em curso na/sobre a CEMIG: uma rola no Ministério Público MG e a outra na própria empresa, que afastou chefes de departamentos, gerentes, superintendentes e nomeou um novo diretor de suprimentos para se dedicar integralmente à área já que o anterior, Dr. Hudson acumulava funções com o RH. As investigações envolvem, além de supostos, reforça-se, supostos desvios de conduta de alguns dos afastados também o relacionamento com empreiteiros e fornecedores. Por exemplo, uma operação de espetacular logística que em dois dias transportou 1500 postes devolvendo-os aos almoxarifados da CEMIG.  E também algumas obras privadas onde foram empregados cabos faturados contra a concessionaria e por ela pagos. Certamente serão ouvidos empresários filiados ao SINDIMIG, de reconhecida capacidade para ajudar nessas investigações com informações que podem deter. (Deter informações, já que pessoas quem pode deter é a polícia, depois de investigar e do competente processo legal). Mais uma vez, o jogo é bruto!