Muito popular no Brasil, o “T” (que tem esse nome por causa do formato), chamado originalmente de “benjamim”, é um adaptador muito usado para multiplicar os espaços de plugs em tomadas. Contudo, a sobrecarga desse equipamento pode causar desde a perda de energia até incêndios mais graves. Principalmente agora, durante o isolamento social o cuidado precisa ser redobrado.

Em São Paulo, por exemplo, segundo o corpo de bombeiros, os casos de incêndios subiram 60% e o mau uso do benjamim está entre as causas principais para o acidente. Com um número maior de pessoas em casa, a quantidade de eletrônicos ligados aumenta. 

“Ao aumentar a potência de uma tomada, usando eletroeletrônicos em um T, deve-se aliviar outras que estejam ligadas no mesmo circuito, para não sobrecarregá-lo”, explica João Carlos Lima, engenheiro do Centro de Capacitação em Tecnologia (CCT) do Grupo Loja Elétrica (www.lojaeletrica.com.br).

Segundo ele, uma maneira de reduzir o uso do benjamim é aumentar o número de tomadas no mesmo ponto. “Tomadas hoje são em módulos que permitem uma configuração em até três no mesmo ponto, o que certamente evitará aquecimentos irregulares”, indica João Carlos. Ele ainda afirma que o aquecimento dos fios colabora para o aumento do preço na conta de luz e desperdícios de energia elétrica. 

O que leva as pessoas a utilizarem o “T”?

Normalmente, o uso do T é necessário quando há instalações antigas (acima de 20 anos), no qual o número de tomadas s não é suficiente para alimentar a grande de quantidade de eletroeletrônicos e eletrodomésticos. E ainda nas instalações novas em que não se aplicou os critérios estabelecidos pela norma NBR5410 2004/ABNT, que determina o número mínimo de tomadas para uso geral e de uso específicos em uma edificação.

“A seção mínima do condutor para alimentação de tomada é de 2,5mm², que suporta uma corrente de 21A, suficiente para diversos vários aparelhos ao mesmo tempo. Ao utilizar o benjamim para ligar vários equipamentos a uma mesma tomada, pode ocorrer má conexão dos pinos, o que certamente provocará um superaquecimento no ponto, deteriorando o isolamento e deixando o processo extremamente perigoso”, explica João Carlos.

A segurança em eletricidade deve receber atenção redobrada para prevenir acidentes que possam ser causados por instalações elétricas inadequadas. Crianças, principalmente, devem ser educadas desde cedo sobre os perigos e uso adequados dos equipamentos elétricos e eletrônicos. “Em resumo, nunca devemos utilizar um benjamim conectado a outro e não sobrecarregar um ponto de tomada, mas sim distribuir os Ts por outros pontos da casa, para dividir a potência da rede de maneira mais homogênea. A utilização de filtro de linha é mais seguro, uma vez que substitui o benjamim com maior segurança”, conclui o engenheiro.

 

Sobre a Loja Elétrica

Especializada na distribuição de materiais elétricos, a Loja Elétrica foi fundada em 1947, é líder em seu segmento no estado e conta, atualmente, com 1.200 colaboradores, 11 filiais – localizadas em várias regiões da grande Belo Horizonte, uma em Uberlândia e uma em Ipatinga - e 10 lojas dedicadas (in company), além do Centro de Capacitação em Tecnologia (CCT), que oferece cursos para eletricistas e técnicos. Possui ainda o maior Centro de Distribuição do seu tipo na América Latina, com capacidade de armazenamento para mais de 50 mil itens.

A companhia trabalha com produtos nas áreas de eletricidade, telecomunicações, automação industrial, cabeamento estruturado, CFTV, redes de computadores, segurança eletrônica e iluminação. Além das lojas instaladas em cinco cidades de Minas Gerais, o consumidor pode adquirir os produtos em todo o país pelo e-commerce do grupo: www.lojaeletrica.com.br.

 

Fonte: Hipertexto Comunicação Empresarial