Com certeza você já ouviu muita gente falar que o ser humano nasceu para ser feliz. E tem gente que acha que a vida é uma festa, para a qual fomos convidados.

Estas idéias não devem ser entendidas como verdade absoluta, para não corrermos o risco de depois dizer que a cigana nos enganou.

Cada um tem seu conceito próprio de felicidade, mas considerando o senso comum, dá para dizer que podemos ser felizes sim, e a vida pode ser uma festa.

Só que, ao invés de convidados, seremos sempre os produtores dessa festa, o que requer trabalho e determinação.

Correr na busca de um objetivo é a motivação que nos impulsiona e não existe melhor ideal que a felicidade, esta alegria sem culpa. Estar leve, desfrutando de algo bom, sem que isto tenha exigido alguma coisa da qual possa se arrepender, é uma maravilhosa e merecida sensação!

Nossa consciência deve ser mentora e não podemos desrespeita-la, para não perdermos a paz.

Mesmo que nunca tenha passado por experiências circenses, como malabares, perna de pau, monociclo, acrobacias e funambulismo (caminhar sobre corda tensa elevada), tenha a certeza de que você é um equilibrista, um malabarista.  Todos nós somos.

A vida, esta experiência fantástica e louca, nos obriga a andar invariavelmente em uma corda tensionada. Assim, às vezes a produção festiva de cada dia se torna tão pesada, difícil, que corremos o risco de até desistir do projeto.

Mas podemos recomeçar. Sempre haverá um universo de possibilidades para novas investidas. “A imaginação é mais importante que o conhecimento”, já dizia Einstein.

O momento que atravessamos é a grande prova do acaso e do caso fortuito nas nossas vidas. A pandemia do Coronavírus nos obrigou a ter equilíbrio e paciência. E tem gente que, por necessidade e inventividade, em meio a toda turbulência da hora, já encontrou um novo projeto na sua existência.

O publicitário Nisan Guanaes, por exemplo, institui a campanha da Árvore de Natal como símbolo da esperança de que tudo logo vai passar.

Muita gente aderiu à idéia como uma forma otimista de levar estes momentos difíceis.

Mas o projeto da Árvore de Natal prematura não funciona para todo mundo. Nem todos se encantam com as luzes e a imagem mágica do Natal.

Para algumas pessoas, essa data traz tristes recordações. Para outras, o apelo comercial é cruel. E alguns, infelizmente, perderam a alegria da criança que foram um dia.

Mas o fato é que o Natal chegará e os festejos do nascimento do Menino Jesus irão acalentar os corações cristãos.

2021 vai se instalar, independente do vírus e da pandemia, e se tudo não se transformar radicalmente, um novo ano de trabalho e atividades normais só se iniciará depois do carnaval, como de praxe no Brasil.

Na inconsistência do nosso futuro e em razão da longevidade da vacina, eu sugiro, dando continuidade ao projeto de Nizan Guanaes, que o símbolo da esperança passe a ser o Coelhinho da Páscoa de 2021.

Até lá, vamos praticando a virtude da tolerância e da paciência, equilibrando e administrando dificuldades e as contingências do nosso dia a dia, enquanto esperamos o dia de comemoração do renascimento de Jesus Cristo.

O melhor da festa não é esperar por ela?
Quem sabe até o domingo, 04 de abril de 2021, a gente possa ter um almoço em família, com sorrisos e abraços destemidos e tradicionalmente adoçados com  ovos de chocolate.

 

 

 

* Ângela Monteiro - Advogada - 15/06/2020