O painel das variações trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, mostra, nos dois últimos trimestres de 2020, uma acentuada elevação, que chama a atenção para uma tendência muito perigosa e de possibilidade de alcance ainda maior, com consequências graves e de efeitos duradouros para a economia do país e de sua população, principalmente para os menos favorecidos.

O gráfico ascendente, mostra um volume de 14,6 milhões de desempregados até o terceiro trimestre deste ano.

O IBGE utiliza, como instrumento de aferição, a PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, para encontrar dados de medição que possam trazer entendimento sobre a evolução dos quadros de empregos e desempregos no Brasil.

No conceito de desempregados, ou seja, aqueles que tem idade e capacidade para trabalhar e estão em busca de emprego, para fins de análise do IBGE, estão computados também todos os que se acham desocupados, com capacidade para o labor, mas que diante das dificuldades encontradas desistiram de buscar novas oportunidades de trabalho.

O Governo Federal teme um agravamento da tendência negativa de geração de empregos, caso perdure o caráter de calamidade instituído em estados e municípios, com a tomada de ações restritivas de funcionamento, sem parâmetros técnicos e o bloqueio de comércios e atividades laborais que geram renda, causando impacto significativo na economia de um modo geral.

Apesar desse quadro preocupante, o Mês de Novembro registrou a geração de mais de 450 mil novos empregos, com carteira assinada, segundo o Ministério da Economia, uma marca já há muito não alcançada, até então.

 

 

Fonte: IBGE