Os números são alarmantes e singulares, desde que se começou a sua medição através de impostômetros criados a partir do ano de 2005, e mostram que, pela primeira vez, desde aquele ano, registrou-se uma queda da arrecadação que merece toda a atenção dos governos federal, estaduais e municipais.

O impacto nas arrecadações foram sentidos imediatamente após os decretos de lockdown, de fechamentos alternados e prolongados de estabelecimentos comerciais, de fechamento de fronteiras de cidades, entre tantas outras medidas de contenção da propagação da pandemia, que foram adotadas pelos governos estaduais e municipais, em todos os estados da federação brasileira.

No fim das contas, a união deverá fechar o ano de 2020 com a perda de até 18% em sua arrecadação total, em relação ao ano anterior de 2019.

Cerca de R$ 450 bilhões deixarão de entrar nos cofres públicos neste ano de 2020, em comparação com mesmo período do ano passado.

Milhares de empresas fecharam suas portas, definitivamente, colocando no rol de desempregados mais de quatorze milhões de brasileiros. Famílias inteiras foram despejadas de suas casas, perderam sua renda familiar e foram morar nas ruas das cidades, agravando ainda mais a situação.

Como alternativa de solução dramática, o governo do Estado de São Paulo decretou aumento de impostos em vários itens de consumo, com o intuito de tentar manter um mínimo de equilíbrio em suas contas internas.

Essa prática, no entanto, agrava ainda mais a situação financeira de uma população que amarga tão elevada taxa de desemprego, e espera-se que não seja adotada por outros estados da federação.