Os dois últimos meses marcaram o fim da onda roxa, a flexibilização das atividades em diversas cidades mineiras e o retorno do pagamento do auxílio emergencial. Porém, isso não foi suficiente para alavancar o otimismo de empresários e de consumidores de Belo Horizonte. É o que mostram dois indicadores apurados pela Fecomércio MG. Enquanto o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou, em maio, a terceira queda consecutiva, atingindo 79,1 pontos, o Índice de Confiança das Famílias (ICF) retraiu 5,2 pontos, alcançando 62,8 pontos.

O cenário – cercado de boas expectativas, devido à proximidade do Dia das Mães, a segunda data mais positiva para o varejo – não inibiu a queda dos indicadores. “A insegurança ainda dita o humor de empresários e consumidores. A falta de previsibilidade em relação à retomada total da economia, o achatamento da renda, o desemprego e o atraso nas medidas para a preservação de empresas e empregos refletiram diretamente na confiança de quem vende e quem consome”, analisa o economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

Elaboradas pela Federação, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as pesquisas mensuram fatores decisivos para o setor terciário. O Icec reflete as perspectivas em relação ao futuro da economia, do comércio e das empresas, antecedendo aos resultados nas lojas. Além de servir como referência para decisões relativas ao desenvolvimento local, ele subsidia os empresários em investimentos e na geração de novos empregos.

Já o ICF é capaz de medir, com precisão, a avaliação que os consumidores fazem, mês a mês, sobre aspectos relacionados à condição de vida de sua família. Entre esses fatores estão a capacidade e a qualidade de consumo atuais e de curto prazo, o nível de renda doméstico e a segurança no emprego. Em maio, ambos os índices permaneceram no nível de insatisfação, ficando abaixo dos 100 pontos, fronteira que sinaliza o otimismo do empresário e do consumidor.

Na avaliação, todos os itens que compõem o ICF tiveram queda, como é o caso do emprego atual (de 96,3 pontos para 90,9); perspectiva profissional (de 88,6 para 79,9); renda atual (de 84,4 para 79,1); acesso ao crédito (de  65,7 para 62,1); nível de consumo (de 44,9 para 40,8); perspectiva de consumo (67,3 para 61,6) e intenção de consumo de bens duráveis (de 29,0 para 25,0).

 

Empresários de BH seguem cautelosos

Entre os indicadores que compõem o Icec, o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec), atingiu 115,5 pontos em maio, uma redução de 7,7 pontos em relação ao mês passado (123,2). Na comparação com abril, os empresários do comércio estão menos otimistas quanto à situação econômica futura do Brasil. Contudo, 69,9% dos entrevistados acreditam na melhora do setor e 73,1% afirmaram que as vendas irão melhorar.

Já o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec) registrou uma queda de 7,2 pontos, atingindo 42,4 pontos na avaliação atual. Apenas o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec) registrou uma oscilação de 1,9 pontos, passando de 77,6 em maio para 79,5 pontos.

Apesar do cenário atual, o economista-chefe pontua algumas medidas capazes de melhorar as vendas. “O empresário precisa se adaptar às adversidades para se manter no mercado. Para isso, é preciso planejar cada passo. Organizar os estoques, renegociar prazos e contratos com fornecedores, buscar soluções e utilizar as redes sociais como ferramenta de vendas e relacionamento com o cliente são opções viáveis e necessárias para o momento”, finaliza.

 

Acesse aqui, o relatório do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) – maio/2021

Confira, na íntegra, o relatório da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) – maio/2021

 

 

 

Fonte: FecomércioMG