O entendimento do Ministro Fux, do Supremo Tribunal Federal, pela constitucionalidade da majoração da alíquota da CSLL – Contribuição sobre o Lucro Líquido das instituições financeiras, empresas de seguro privado e de capitalização, dos atuais 9% para 15% foi mal recebido pelos banqueiros. Os bancos no Brasil são entidades beneficiadas pelo atual regime tributário, por não se encontrar na legislação afim e vigente outro parâmetro que possa servir de base de tributação senão o lucro que auferem as empresas do citado segmento. Críticos do sistema tributário brasileiro há muito que tentam fortalecer o debate sobre essa questão, para desnudar o que entendem como um privilégio de um setor que só ganha, tem sempre os governos de plantão para protegê-lo, paga mal seus empregados e não retribui à sociedade tão vasta rede de benesses.