O índice registrado, neste mês de Dezembro de 2020, é o maior desde maio do ano de 2010, alcançando o ICI de 114,9 contra 116,1 pontos daquele período.

É surpreendente esse resultado, mesmo diante de tão grande crise causada pela pandemia de Covid-19 em todo o mundo, momento em que até mesmo navios carregados ficaram parados em alto mar, sem poder sequer se aproximar dos portos de destino, e muito menos descarregar os produtos que transportavam.

Indústrias inteiras ficaram com suas linhas de produção prejudicadas pela paralização, agregando a esse quadro catastrófico o absenteísmo de funcionários e a falta de entrega de insumos de seus fornecedores.

Mas, a que se daria esse resultado? Surpreendentemente, a confiança que foi recuperada se deu, basicamente, na necessidade de produção de bens intermediários, pelo aumento da procura destes últimos e pela conjuntura favorável de todo o setor industrial, que teve sua demanda acentuada e, por consequência, o aumento da utilização de suas capacidades instaladas.

Entretanto, ainda existe uma sombra de incertezas quanto ao futuro próximo, que pode provocar uma desaceleração nos índices atuais e levar consumidores e empresários a terem cautela quanto a gastos e investimentos.

Apesar disso, empresários veem com bons olhos (ainda que com uma dose de cautela) uma perspectiva favorável aos negócios nos próximos seis meses, o que pode impulsionar os índices para patamares mais elevados e otimistas para investidores externos.

 

 

 

Fonte: Agência Brasil.