O mercado do boi gordo, em todo o território nacional, vem se aquecendo ano após ano.

As expectativas dos consumidores da proteína bovina, de que os preços viriam a cair, pelo menos durante o período de duração da pandemia de Covid-19, caiu por terra.

Desde o final do ano de 2018, ao longo de todo o ano de 2019 e de 2020, e agora já no início de 2021, os preços da arroba não param de subir, seja porque houve nos últimos anos uma demanda fora do comum, com os comerciantes chineses comprando quase tudo, em termos de proteína animal, seja porque, por força da pandemia, os produtores tiveram que reduzir a sua produção e, com isso, a oferta de produto no mercado.

Entretanto, existe ainda uma expectativa de que esse quadro se reverta levemente ainda no primeiro semestre deste ano. Conforme análise do Cepea/Esalq, pode-se observar essa tendência.

Todavia, não é o que na prática está acontecendo.

Tem prevalecido a última situação dos produtores, com oferta de abate inferior ao histórico de suas capacidades dos últimos anos, e o preço da arroba já está sendo negociado a R$ 300,00 em São Paulo.

O reflexo disso é imediato nos preços dos supermercados e açougues, em geral.

Os consumidores finais esperam que prevaleça a tendência mostrada nos seguintes quadros, que, ainda que sinalize uma pequena queda nos preços, não é nada animadora: