Comparado ao terceiro trimestre de 2020, as transações não presenciais, ou seja, pagamentos online, cresceram 16,2% em apenas 1 ano. Os dados se referem ao balanço feito pela ABECS, confirmando a tendência que previa a continuação do crescimento do pagamento digital, potencializado pela pandemia que inviabilizou os pagamentos feitos presencialmente, como os feitos em dinheiro físico e direto na maquininha.

Desse modo, métodos de pagamento que evitassem qualquer tipo de interação presencial foram desenvolvidos e tiveram sua adoção acelerada representando um meio de sobrevivência para lojistas que viram sua fonte de renda ameaçada após o fechamento de estabelecimentos para frear a contaminação.

Hoje em dia, o cenário é bastante diferente daquele que foi apresentado inesperadamente. Após a gradativa reabertura do comércio, que já chega a ser parecido com aquele conhecido antes da pandemia da Covid-19, é possível ver negócios que se adaptaram tão bem à modalidade on-line que preferiram permanecer, não retornando ao modo presencial, ou que retornaram, mas que permanecem fazendo uso do que conquistaram com a digitalização da economia.

Nesse contexto, o uso de pagamentos online se tornou uma saída e, além disso, caiu no costume da população, sendo notável a sua integração na cultura brasileira. Dentre as vantagens que conquistaram os consumidores, as principais são a praticidade, rapidez e segurança que esses meios de pagamento proporcionam.

Os pagamentos online que ganharam maior ênfase nesse período foram os via cartão de crédito e débito, o Pix, que foi desenvolvido para acelerar e democratizar as transações online, e os pagamentos feitos por boleto e link de pagamento.

É possível constatar que todos os meios citados anteriormente já faziam parte da vida dos consumidores, com exceção do Pix e link de pagamento. O primeiro, o Pix, chama atenção por sua praticidade desde a implementação, funcionando de modo muito semelhante às transferências bancárias, porém rompendo os custos e burocracias que impediam o acesso democrático à operação.

Com tantas opções de pagamento digital, o link de pagamento acaba não recebendo tanta visibilidade, no entanto isso não interfere na eficiência e praticidade que esse meio tem. Útil, direto e seguro, o link de pagamento se apresenta como uma solução benéfica tanto para comerciantes quanto para usuários.

Como funciona?

O meio consiste em gerar um link via aplicativo da instituição financeira de sua preferência e no envio para o cliente por intermédio de redes sociais como Instagram e WhatsApp ou por onde o usuário preferir. Por ser compartilhado em redes sociais, algumas pessoas temem pela segurança de seus dados. Porém, uma das principais qualidades do link de pagamento é justamente não ser necessário dispor de dados sensíveis como os bancários.

Com o link de pagamentos, o consumidor tem a liberdade de escolher como e em quantas vezes deseja pagar, com a possibilidade de parcelar compras em até 12 vezes, sendo exigido do cliente apenas que ele informe qual o item ou serviço que ele pretende consumir. Após essa etapa, o cliente recebe o link, permitindo que ele se sinta confortável para fazê-lo da forma que achar mais conveniente, garantindo independência ao processo de pagamento.

O diretor da Conpay, empresa de meios de pagamento e conta digital, Leandro Xavier, afirma que contas digitais têm a possibilidade de integrar a geração de links de pagamentos, com o seu recebimento e também a possibilidade de pagar links em apenas um aplicativo, o que, segundo ele, é a solução ideal para descomplicar as finanças de pessoas físicas e jurídicas.

Como se pode notar, os links de pagamentos são ideais para quem possui lojas virtuais e serviços de delivery, pois permite que as vendas não sejam interrompidas por serem feitas à distância e que ainda possam ampliar seu faturamento utilizando mais esse meio de pagamento. Além disso, há a vantagem de a forma de pagamento escolhida pelo consumidor não interferir no recebimento do lojista, sendo possível receber o pagamento de uma compra parcelada toda de uma vez, a título de exemplo.

Pessoas físicas também são aptas a aproveitar os benefícios dos links de pagamento, usando-o como método de cobrança pessoal.

 

 

 

Fonte: Conpay - Clara Caju