O Sebrae entrevistou, entre os dias 20 e 24 de Novembro deste ano, mais de seis mil pequenos empresários, em todo o território nacional, em busca de conhecer a sua visão panorâmica do cenário econômico no mercado nacional, na atualidade.

O resultado foi que, mais de 60% dos entrevistados, manifestou otimismo, ainda que estejam passando por dificuldades oriundas das medidas adotadas por governos estaduais e municipais, na tentativa de conter o avanço da pandemia de Covid-19.

Outro aspecto importante e que chamou a atenção do Sebrae, foi que essa grande maioria pretende ainda fazer algum tipo de investimento em seus negócios e produtos, objetivando garantir a sustentação de suas empresas, além de tentar alcançar uma maior penetração de mercado.

Melhoria contínua e marketing, ampliação de linhas de produção, adequação de produtos aos interesses de consumidores, diversificação e ampliação do mix e canais de venda na mídia, foram os pontos mais observados nos interesses desses pequenos empresários brasileiros.

Todavia, a pandemia mexeu com o senso de cautela dos empresários e muitos deles, de uma forma geral, amargam prejuízos significativos com toda essa situação e cerca de 27% deles afirma não ter ainda condições de realizar investimentos no ano de 2021, e mais dez por cento diz que vai fazer uma reserva financeira, para os momentos mais difíceis que poderão vir pela frente.

Cautela e precaução, foi a tônica entre eles.

Mas, ainda que esta seja a posição de reserva, diante do quadro de pandemia no país, o otimismo prevalece e esses pequenos empresários vão em busca de implementar suas empresas e seus negócios em solo brasileiro, vão buscar novos recursos e aportes de capital nas instituições financeiras que assim o facultarem, e isso se comprova nos números verificados de empréstimos, que saltaram de 11% no mês de Abril, para 34% no mês de Novembro pp.

É o Brasil se adaptando ao novo desafio.

 

 

 

Fonte: Sebrae