A iniciativa, da maior importância para Minas Gerais, hoje tão desprestigiada nos três poderes, no âmbito nacional, merece foguetório se adiante: o colegiado do Conselho da Justiça Federal, à frente o ministro João Otávio de Noronha, aprovou a minuta do anteprojeto de lei que cria o Tribunal Regional Federal (TRF6), em Belo Horizonte. Depois dos entraves burocráticos, ele segue para aprovação no Congresso Nacional. A justificativa é plausível: cerca de 35% dos processos examinados pela corte, em Brasília, são originários de MG. Com formação de 18 desembargadores, o novo TRF6 além de não acrescer em custos ao orçamento da Justiça Federal, promoverá celeridade e melhor atendimento aos jurisdicionados. Não custa lembrar, que o desembargador Francisco Betti, certa feita, lançou com pompas e circunstâncias a pedra fundamental daquela que seria a futura sede do TRF na capital mineira, no bairro Belvedere, com a presença de políticos e imprensa, mas o projeto morreu solene.