Segundo o Ministério da Saúde, 17.386 pessoas em situação de rua foram atendidas em postos de socorro, vítimas de violência, no período de 2015-2017. Um olhar excludente de parcela da sociedade considera este lumpesinato indesejável, perigoso e incômodo a uma asséptica estética urbana. Há que se refletir com vagar sobre o tema: muitos destas pessoas são resultado da ausência de oportunidade; outras por livre arbítrio preferem morar debaixo de marquises; outras mais são doentes pelo uso de drogas... Não se pode esquecer, contudo, que todas, sem exceção, são portadoras de direitos e, no raso, gente como a gente.