O raciocínio é de facílima compreensão. Um vidro de meio litro de azeite extra virgem, encontrado nas gôndolas do supermercado, produzido em Minas, fica em torno de R$ 40, grosso modo US$ 10. Uma tonelada de minério de ferro embarcada em vagão de trem custa cerca de R$ 280, ou US$ 70. O primeiro produto, além de bom para a saúde, agrega múltiplos valores. O segundo depreda a natureza, acaba com a qualidade da água, segue para o porto de Tubarão (ES) para exportação. Uma commoditiy, como se diz. Minas, quem sabe, deveria se transformar em um imenso campo de oliveiras, ao invés de insistir na mineração, que lhe toma a riqueza e não lhe deixa impostos. O falecido senador Eliseu Resende, do alto de sua sapiência, quando indagado sobre se a Vale estava sendo vendida a preço de banana, durante o seu processo de privatização, soltava na lata: "Quem dera?".