A coisa está muito mais feia do que se imagina... Duas agências bancárias foram furtadas recentemente na Avenida Raja Gabaglia, na altura do Tribunal de Contas, em Belo Horizonte: Bradesco e Santander. A Subway, naquelas proximidades, sofreu um assalto com clientela dentro. Uma limpa geral sob a ameaça de uma arma fez com que todos os presentes perdessem o apetite. O primeiro estabelecimento bancário recebeu a visita de ladrão por três vezes, sendo duas em novembro e uma esta semana, por volta de meia noite. O modus operandi é banal. Talvez, por isso, seu constatado sucesso. Sabe aquela caixa de acrílico coletora de relógios, celulares, chaves, moedas e material metálico no geral, que se encontra ao lado das portas giratórias? Justamente ali fica a entrada para o crime. Basta, para tanto, descolá-la do vidro. Removido o acessório, resta então um quadrado que dá passagem a uma pessoa de baixa estatura e de poucos gramas na cintura. Como à noite não fica ninguém nestas agências de caixa eletrônica, dispensados os seguranças, por certo para contenção de despesas, o cenário fica propício ao exercício da bandidagem. Um solitário ladrão de boné, que não se preocupou em esconder o rosto, tirou duas telas de tevê do teto, recolheu telefones e levou até a cesta básica de um serviçal. Atuou na maior tranquilidade por 20 minutos, embora com o alarme acionado na central, segundo um segurança diurno. Das vezes anteriores, contou com o auxílio de dois comparsas. As câmaras de televisão interna registraram toda a façanha, realizada na maior desfaçatez e sem um mínimo de temor. Também na outra agência o larápio usou dos mesmos recursos de inserção, para usar de palavra da moda, em conotação ampla. 

 

Autor: Márcio Fagundes