Na trajetória da modernidade em Minas Gerais, ressalte-se, hoje de completo atraso e retrocesso econômico, vale lembrar que a região foi a mais urbanizada e populosa do país nos séculos XVIII e XIX. Comparável em padrão urbano-demográfico ao prevalecente na Europa. Em 1858, o estado possuía 20 comarcas, 58 municípios, 268 paróquias e 454 distritos. A princípio, a mineração foi seu forte. Depois, vieram atividades agropastoris e manufatureiras. “A pequena propriedade livre propicia o liberalismo: em uma terra com o poder despótico, ela clama por liberdade; em um estado com instituições liberais, ela é uma proteção e sustentáculo”, avaliou o viajante suíço Johann Jakob Tschudi. Segundo o historiador José Murilo de Carvalho, os padres se destacaram neste período (1789-1842) como notáveis representantes do pensamento radical brasileiro, envolvidos em todos os movimentos de rebelião contra os portugueses, motivados pelas revoluções Francesa e Americana, a partir dos ideais de combate ao absolutismo, liberdades políticas e democracia. Corra atrás do livro “Com quantos tolos se faz uma república”, de Maria Marta Araújo, editado pela UFMG. Uma preciosidade! (MF)