Um dos andares superiores do edifício Clemente de Faria, no centro de BH, pegou fogo, dia destes. Provavelmente, em consequência de curto-circuito no ar condicionado. Em sua fachada, voltada para a Praça Sete, existe um enorme símbolo do antigo Banco da Lavoura, então de propriedade de Magalhães Pinto, ex-governador e ex-senador. A logomarca de uma víbora enroscada foi peça de marketing junto à criançada nos anos 60, por meio de incentivo à poupança com os cofres verdes do Lavourinha. Hoje peça de colecionador e saudosistas. Quem tinha um andar inteiro ali, inclusive emprestado ao candidato a governador Hélio Costa, no período de campanha, era o falecido deputado Sérgio Naya. A edificação representou uma era de crescente desenvolvimento financeiro de Minas. Hoje, prova a sua decadência. Os mineiros não estão com nada, com raras exceções. Provam-no, os gráficos e estatísticas, nos mais variados campos.