O foco é muito distinto, e não restam dúvidas de que se trata apenas da ponta do iceberg, já que a origem do dinheiro é o pagamento de propinas, um vício agudo em várias das instituições brasileiras.

Nessa operação, onde operam em conjunto a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público, esses órgãos, de repressão ao crime organizado e a lavagem de dinheiro, utilizaram 70 policiais federais com o apoio de mais dez auditores da Receita Federal, para levarem a termo o cumprimento de onze mandados de busca e apreensão, em cinco unidades da Federação.

Eles cumprem os mandados oriundos da Décima Terceira Vara Federal de Curitiba, no Estado do Paraná.

Uma grande organização criminosa foi descoberta pela Operação Lava Jato, cujo foco principal era a de fraudar licitações, mediante o pagamento de propinas, que poderiam ser dispersas tanto através da aquisição de obras de arte, quanto também de imóveis, ambos sempre de elevado valor.

Aqueles valores eram sempre direcionados para os altos executivos das instituições envolvidas, tais como os da Petrobrás e os de empreiteiras a ela relacionadas, como por exemplo a Transpetro.

Tais executivos eram oriundos de indicações previamente planejadas, com o objetivo escuso de facilitar as operações clandestinas e criminosas.

Os valores que estão sendo levantados naquela operação, ultrapassam a R$ 12 milhões, e os crimes que estão sendo apurados vão de lavagem de dinheiro, a corrupção e fraudes licitatórias.

 

 

Fonte: Polícia Federal