Com o avanço da pandemia em solo brasileiro, as expectativas da população, em torno da disponibilização de alguma vacina, confiável e segura e que venha a garantir o controle da disseminação da doença, cresce a cada dia.

Uma das exigências, por óbvia, da parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, é que os produtores comprovem, após o pleno cumprimento de todas as fases de desenvolvimento de suas vacinas, que a sua eficácia e segurança tenham sido testadas e comprovadas, adequadamente, com todos os protocolos inerentes tendo sido observados com o rigor que o assunto exige.

Os técnicos da Anvisa chamaram a atenção para a importância, e indispensabilidade, de o laboratório chinês, produtor da Coronavac, apresentar todos os dados que comprovem, com absoluta clareza, a eficácia e segurança de seu imunizante.

Mesmo diante desse quadro de incertezas e dificuldades, até mesmo do próprio produtor, em conseguir apresentar tais dados com segurança e amplitude, o governo do Estado de São Paulo apresentou, em entrevista coletiva, que a Coronavac tinha plenas condições de aplicabilidade com segurança. Não foi o que resultou conhecido, após a reunião entre os técnicos do Instituto Butantan e da Anvisa.

Assim, o Butantan adiou, mais uma vez, o seu pedido de uso emergencial da Coronavac. Todavia, reafirmou que ainda hoje estará retomando o assunto junto a Anvisa.

A Anvisa, através de seus técnicos especializados e confiáveis, informa que os dados não podem ser apresentados de forma isolada e dividida, mas de forma global. Não podem ser considerados dados apenas de casos que sejam leves ou graves, mas de forma completa e global.

Diante desse quadro e como o Butantan ainda não conseguiu apresentar os dados da forma exigida pela Anvisa, e também por não ter recebido todas as informações, nesse formato, pelo próprio laboratório chinês, segue sem autorização para o seu registro emergencial.