Nesta terça-feira (10), o ministro da economia, Paulo Guedes, informou que o auxilio emergencial pode voltar caso aconteça uma segunda onda da Covid-19.

“Deixamos bem claro para todo mundo. Se houver uma segunda onda no Brasil, temos já os mecanismos. Digitalizamos 64 milhões de brasileiros. Sabemos quem são, onde estão e o que eles precisam para sobreviver” informou o ministro na teleconferência com a agência Bloomerang.

Guedes afirmou que gostaria que o auxilio tivesse sido de valor menor, para que pudesse ser pago por mais tempo. Na criação do auxílio, o ministro propôs o valor de R$200,00, enquanto o congresso pedia R$500 e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fechou o valor por R$600.

Após cinco meses, o programa reduziu o valor das parcelas para R$300,00 até agora, com prazo para fim em dezembro.

Além disso, o ministro afirmou que agora seria mais fácil, caso fosse necessário, aplicar o projeto novamente devido o rastreamento dos brasileiros já ter sido feito.

De acordo com o ministro, os gastos ligados à Covid, representam mais de 8% do PIB (Produto Interno Bruto), e que no caso de uma nova onda, este número seria menor “Se uma segunda onda nos atingir, aí iremos aumentar mais [os gastos]. Em vez de 8% do PIB, provavelmente [usaremos] desta vez metade disso. Porque podemos filtrar os excessos e certamente usar valores menores”