O volume de fusões e aquisições segue em ritmo acelerado em Minas Gerais, acompanhando o mercado nacional. No estado, o mercado registrou aumento de 19% de janeiro a novembro de 2020 na comparação com o mesmo período de 2019: foram 56 transações contra 47. Minas Gerais é o terceiro estado com maior volume de fusões e aquisições de empresas, representando 6% do mercado, ficando atrás apenas de São Paulo (51%) e Rio de Janeiro (7%). Os dados constam de relatório divulgado nesta semana pela PwC Brasil.

Os investidores nacionais têm dominado o mercado mineiro, com 41 operações, o que representa 73,2% do total de negócios anunciados entre janeiro e novembro de 2020. O relatório destaca as operações envolvendo empresas mineiras em novembro, como a aquisição do Hospital Vila da Serra pelo grupo médico privado de oncologia Oncoclínicas em Belo Horizonte (MG), sem valores anunciados. No mesmo segmento, a Hapvida realizou a aquisição da operadora de saúde mineira Premium Saúde pelo valor de R$ 150 milhões. Outra transação de destaque no estado foi o aporte no valor de R$ 2,5 milhões recebido pela Flapper, plataforma de táxi aéreo executivo sob demanda sediada em Belo Horizonte (MG), por meio da SMG Crowdfunding.

O setor de TI segue como preferência dos investidores em Minas Gerais, com 26,7% do total transacionado, seguido pelo de serviços de saúde, um dos destaques de 2020, que registrou 23,3% dos negócios anunciados. Na sequência, aparecem os setores químico, com 20%, financeiro, com 16,7% e serviços públicos, com 13,3%.


Número de operações em alta no país


O número de operações no país somou 909 no período acumulado até novembro, um volume 42% superior à média do mesmo período dos últimos cinco anos (638 transações). O resultado também registrou um aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2019, quando foram efetivadas 798 transações. Com os negócios anunciados em novembro, o volume de operações do ano passado deve superar o último recorde de 912 negócios anunciados em 2019. Só no penúltimo mês de 2020, foram anunciadas no país 107 transações, número 19% superior ao mesmo mês do ano anterior (90 transações), e recorde da série histórica.

O setor de TI se manteve na liderança, com 349 transações no período acumulado até novembro, representando 38% do total transacionado. O resultado representa um crescimento de 46% em relação ao mesmo período de 2019, quando foram realizadas 239 transações. Na segunda posição dos negócios registrados está o setor de serviços auxiliares, que teve redução de 3% em relação ao ano passado, com 66 transações, e corresponde a 7% do total transacionado. Destaque, ainda, para o volume de transações no setor de serviços de saúde, que registrou crescimento de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior, registrando 59 negócios neste ano contra 47 no ano passado, o que corresponde a 6% do total transacionado no país.

De janeiro a novembro, houve um crescimento de 31% no interesse de investidores nacionais (com 668 transações), se comparado ao mesmo período do ano de 2019, quando estes concretizaram 510 transações. Os brasileiros respondem por 76% do total de aquisições e compras anunciadas. Em relação ao capital externo, Estados Unidos, Canadá e França representaram, juntos, 46% das operações estrangeiras realizadas no Brasil.

Analisando os números por regiões, o Sudeste recebeu 65% do interesse do investidor, com 594 transações até novembro, apresentando um aumento de 14% em comparação ao ano anterior (521 transações). Segundo o levantamento, no mês de novembro, foram anunciadas 73 transações no Sudeste, número 16% superior na comparação com o total transacionado no mesmo período de 2019 (63 transações).

 

Fonte: Taiane Rocha - Interface Comunicação