Raras são as pessoas que não apreciam o vinho. Poder selecionar uma bebida que agrada o próprio paladar é parte essencial do ritual de beber um vinho, e não é preciso ser um especialista para acertar na escolha da garrafa. 

Sabendo as próprias preferências - que você já sabe de cor - e conhecendo as informações básicas presentes na descrição dos produtos, dá para escolher a bebida que vai fazer bonito na sua taça. 

Vem aprender a ler o rótulo dos vinhos tintos, brancos e rosés!

Origem

A região onde o vinho é produzido é importante, pois cada uma apresenta um terroir único, ou seja, um conjunto diferente de tipo de solo, uvas, clima e práticas usadas na produção da bebida. 

Os chamados “vinhos do velho mundo”, que vêm da Europa, usualmente inserem no rótulo não o país, mas a região produtora, como, por exemplo, Bordeaux, indicando qualidade superior da bebida. 

Já os “vinhos do novo mundo”, como os das Américas, destacam a uva utilizada. 

De forma geral, podemos relacionar os principais países produtores de vinho às principais uvas e regiões produzidas da seguinte maneira:

Novo mundo

Brasil

Cabernet Sauvignon e Merlot

Argentina

Malbec

Chile

Carménère

Uruguai

Tannat

Velho mundo

França

Bordeaux, Champagne e Borgonha

Itália

Chianti, Barolo, Barbaresco e Amarone

Portugal

Douro, Alentejo e Dão

Tipo de uva

O tipo de uva com a qual o vinho foi produzido é, talvez, a informação mais importante que você pode encontrar no rótulo, pois a uva é a principal responsável pelas características que o vinho terá. Confira as uvas encontradas com mais frequência e as suas características mais comuns - porém, lembre-se que cada região produtora confere à bebida toques únicos:

Cabernet Sauvignon

Cor: rubi, com reflexos violeta e castanho

Aroma: frutas maduras

Sabor: encorpados, alta concentração de taninos e acidez elevada

Malbec

Cor: rubi intensa

Aroma: frutas negras e especiarias

Sabor: encorpados, com taninos refinados e acidez moderada

Carménère

Cor: violácea intensa

Aroma: frutas frescas e flores 

Sabor: suaves, com taninos aveludados e baixa acidez

Pinot Noir

Cor: rubi brilhante

Aroma: frutas maduras e especiarias

Sabor: suaves, com taninos macios e ótima acidez

Chardonnay 

Cor: amarelo palha

Aroma: frutas cítricas e notas minerais

Sabor: fresco, moderadamente encorpado e com boa acidez 

Sauvignon Blanc

Cor: amarelo palha

Aroma: herbáceas e especiarias

Sabor: leve, fresco e com acidez moderada

Denominação de Origem

As regiões produtoras mais conhecidas do mundo geralmente contam com um órgão regulador da produção, que exige o cumprimento de sérias medidas. Em troca, os rótulos trazem um selo, como se fosse um atestado do vinho.

As chamadas Denominação de Origem Controlada (que podem aparecer na garrafa como D.O., D.O.C. e D.O.C.G,) são bons indicativos de que o vinho contido na embalagem tem uma boa procedência e, portanto, uma boa qualidade. 

Safra

A safra nada mais é do que a indicação do ano em que as uvas usadas para fazer a bebida foram colhidas. É uma informação importante, pois os vinhos apresentam diferentes tempos de guarda. 

Existem também os vinhos de guarda, ou seja, aqueles que melhoram com a passagem do tempo. 

Já os rótulos que não apresentam a safra são aqueles que foram produzidos a partir de uvas colhidas em diferentes anos, como é o caso dos espumantes, entre outros.

Ao compreender estas informações simples e que marcam presença em praticamente todos os vinhos disponíveis para compra, você vai conseguir identificar aquele exemplar que não vai faltar na sua taça. Saúde!

 

Fonte: Marketing DiVinho