Um estudo realizado pelo Instituto Butantan, em parceria com o laboratório Mendelics, indica que a forma original do vírus da Covid-19 já foi quase totalmente substituída pelas novas variantes.  

De acordo com o relatório publicado pelo IG, apenas no Estado de São Paulo (SP), já são 21 cepas da Covid-19 em circulação. Entre elas, a P.1, conhecida como Gamma, que foi identificada pela primeira vez em Manaus. Essa variante representa 90% dos casos em SP. 

Apesar disso, a maioria das novas variantes não tem o potencial de alterar o comportamento do vírus da Covid-19 de forma drástica. No entanto, o estudo alerta que algumas cepas podem gerar novas características no vírus, como aumentar a capacidade de transmissão, de replicação ou causar sintomas diferentes. 

Além disso, a variante Gama parece infectar mais do que o vírus original do Sars-CoV-2. Outra particularidade é que ela pode se esquivar da imunidade desenvolvida por outras variantes, causando reinfecção. 

Já a variante Delta, originária na Índia, como característica, aparenta ser mais contagiosa e ter potencial de causar quadros mais graves da doença do que as outras variantes. 

Com relação as vacinas, embora a resposta às variantes possa ser menor em relação ao vírus original, as evidências encontradas sinalizam que elas conseguem ajudar na defesa do organismo contra a doença e diminuir a quantidade de casos graves e mortes. 

A testagem da população também é essencial para detectar novas variantes do vírus, porém, nem todos os testes ainda conseguem fazer essa detecção. “Exames moleculares, por exemplo, dão positivo quando encontram genes do vírus na amostra analisada. Nesses casos, a detecção da variante dependerá de qual gene é analisado no teste e se ele sofreu mutações ou não”, disseram os pesquisadores.  

 

 

Com: ICTQ - Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade