No Paraná, os testes da fase 3 de uma nova vacina contra a Covid-19 estão prestes a serem concluídos. No entanto, não se trata de um novo imunizante qualquer, e sim da primeira vacina do mundo desenvolvida à base de plantas para combater o novo coronavírus.

Conforme reportado pelo portal 2A+Farma, o desenvolvimento da vacina foi feito pela Science Valley Research Institute (SVRI), companhia de pesquisa clínica e serviços de P&D. As farmacêuticas GSK e Medicago estão patrocinando todo o desenvolvimento do inédito imunizante.

O estudo da fase 3, que busca comprovar a segurança e eficácia da vacina, foi iniciado no Hospital do Rocio, em Campo Largo. Porém, os testes das fases 1 e 2 começaram globalmente em 2020.

O investigador principal do estudo e infectologista do Hospital do Rocio, doutor Kengi Itinose, explicou os ótimos resultados que o produto inovador já apresentou: “O que podemos dizer é que os estudos da fase 1 da vacina da Covid-19 à base de plantas foram iniciados em 2020 no Canadá com respostas promissoras de anticorpos em 100% dos 180 voluntários saudáveis que participaram do estudo”, explicou ele.

Estudos no Brasil e busca por voluntários

O estudo da fase 3 no Brasil começou em maio passado e deve ser concluído no próximo mês, agosto, quando atingir o número projetado de voluntários. O ensaio já recebeu mais de 300 pessoas elegíveis para os testes. Ainda assim, há vagas para novos interessados em fazer parte dos testes, pois a pretensão é chegar até 480 voluntários somente no Paraná.

Além disso, em âmbito nacional, a expectativa é atingir 10 mil voluntários. Enquanto globalmente, a meta é até 30 mil pessoas. A preferência de perfil para os testes é de homens e mulheres, com idades de 18 a 25 anos, que não tenham tido Covid-19 e que ainda não se vacinaram contra a doença.

Os brasileiros interessados podem se inscrever no programa pelo site da Science Valley (acesse o link aqui) ou no portal do Hospital do Rocio (acesse o link aqui). Os pacientes que participarem do teste terão acompanhamento por cerca de um ano pela equipe de especialistas da companhia.

O sócio fundador da Science Valley, Leandro Agati, destacou que o estudo é muito relevante para o Brasil, pois este é o quinto voltado à Covid-19 que é realizado no País e fez o convite aos voluntários:

 “Estamos em busca de voluntários que irão trabalhar a favor da vida, ciência, colaborando com um estudo que tem importância para o mundo. A ciência carece de parceiros para transmitir informações sérias, baseadas em evidências de estudos como esse”.

Aprovação da Anvisa

Cabe destacar que em abril passado, após análise dos estudos internacionais das fases 1 e 2, que comprovaram um nível de segurança aceitável, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a realização dos testes da fase 3 no Brasil.

O gerente-geral da Anvisa, Gustavo Mendes, que também é professor no ICTQ - Instituto de Pesquisa e Tecnologia para o Mercado Farmacêutico, na Pós-graduação de Assuntos Regulatórios, detalhou como se dá a fase 3 dos estudos no País:

“A fase 3 é a confirmatória, nela a gente recruta um número grande de voluntários, milhares. E nesses milhares de voluntários, os grupos são testados tanto com a vacina, quanto com o placebo para confirmar que realmente a vacina é segura e eficaz.

 

 

Fonte: ICTQ - Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade