O uso da tecnologia tem ganhado espaço na atividade rural e trazido benefícios na rotina do produtor. Sabendo do crescimento dessas tecnologias e da sua importância para o mercado, o engenheiro ambiental e produtor, Rafael Aguiar Nunes, se inscreveu no curso de Drone e Mapeamento de Propriedades, do Sistema FAEMG/SENAR/INAES, por meio do Sindicato Rural de Sabinópolis.  

O assunto não era novidade para Rafael, mas ele conta que o curso trouxe atualização e mostrou que dá para ir além. Formado em engenharia ambiental, o produtor também atua na cadeia de bovinocultura de corte e silvicultura e presta serviços na área de georreferenciamento de imóveis rurais, com demandas de licenciamento, consultoria e mapeamento de propriedades. “A utilização na agricultura e pecuária é muito vasta. Para quem ainda não tem familiaridade com o tema, aconselho que abra a mente para esse novo cenário porque pode reduzir custos, poupar tempo e aumentar a produção”, contou o aluno. 

De acordo com o instrutor Diego Pacheco, o investimento inicial para o produtor, na aquisição de um drone, pode variar entre 5 mil e 15 mil reais, dependendo dos objetivos e resultados que se quer alcançar, a nível de usuário. Medição de área, curva de nível, captura de imagens, achar focos de incêndio, fazer mapa da propriedade e de aplicação de insumos ou adubação, cruzamento com análise de solo, verificar a sanidade e o vigor da vegetação são alguns dos recursos.  

“Os alunos ficam maravilhados e como trata-se de uma tecnologia consideravelmente nova, a cada ano que passa descobrimos novas aplicações. Mas não basta só adquirir e saber operar, é necessário organizar as informações que são geradas e compreendê-las para chegar ao resultado final, ou investir em softwares de processamento. Se quiser ter mais resultados é importante ter conhecimento em dados. Parece brinquedo para alguns, mas é uma ferramenta poderosa de trabalho”. Diego Fialho Pacheco, instrutor de Drone 

Para obter resultados mais profissionais, Alex Amaral De Pinho, 51, zootecnista e produtor, também foi em busca de capacitação. Em fevereiro ele concluiu o curso de Drone e, logo em seguida, de Mapeamento de Propriedade. Antes dos treinamentos, ele contava com recursos do Google Earth para fazer o trabalho, mas não conseguia percorrer com precisão o perímetro. “Ficava bastante limitado. O investimento vale a pena porque as informações são confiáveis e precisas. Com essa tecnologia é possível ter acesso a mais informações estratégicas e chegar a um melhor resultado na visão espacial da propriedade e em menos tempo”, explicou.  

Na prática 

Os avanços tecnológicos alcançaram o campo e o uso de drones já é visto como excelente ferramenta para os produtores e profissionais. “A exemplo disso, foi o resultado que obtivemos com a divisão de pastagens só utilizando o drone. Ao visualizar toda a área, montamos um reservatório central na parte mais alta que localizei a partir da curva de nível, e toda a rede hidráulica para abastecer os bebedouros de cada piquete, distribuindo para os demais.” - Diego Pacheco 

Perspectiva 

De acordo com um levantamento divulgado no portal da Horus, empresa referência em soluções inovadoras com drones, as oportunidades dentro desse mercado brasileiro têm crescido, em média, 30% ao ano. Para uso profissional espera-se que esse número possa triplicar até 2023. O agronegócio aparece como responsável por 25%, dentre os mercados de maior faturamento global da indústria de drones. 

Só neste ano, com a crescente demanda, diversas entidades cooperadas ofertaram essa capacitação, por meio do escritório regional em Sete Lagoas. Os treinamentos aconteceram em Corinto, Contagem (FUNARBE, Fundação Arthur Bernardes), São João Evangelista (Fundação Oswaldo Pimenta de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão - FUNOPI) e Sabinópolis.

 

  

 

 

Fonte:  Josiane Moreira Assessoria de Comunicação / Imprensa - Escritório Regional de Sete Lagoas - ER06