O trabalho do futuro é híbrido, flexível e independente. Tendências de novos formatos de relações trabalhistas - que já se apontavam no mercado, foram aceleradas pela pandemia da Covid-19. E agora, para conquistar e reter os melhores talentos, será preciso atender às demandas de flexibilidade e independência no trabalho, alavancadas nos expedientes à distância. 

Para isso, os ambientes corporativos precisam ser melhor adaptados, conforme mostra o estudo “How to prepare for the future of work”, realizado pela Boston Consulting Group (BCG) e publicado no Valor Econômico.  Segundo a análise, as empresas deverão incorporar ambientes diversos em suas sedes, como zonas de foco; salas de reuniões individuais; espaços de wellness, entre outros.

Uma pesquisa internacional realizada pela YouGov/Tableau em nove países, incluindo o Brasil, e divulgado pela Exame, identificou que as reuniões virtuais, que se popularizaram durante a pandemia, é um legado positivo e que deve permanecer na cultura empresarial. No Brasil, 59% dos executivos de alta liderança preferem que as reuniões entre si sejam em formato online. E 61% deles disseram que os encontros com as equipes também devem ser virtuais. A maioria dos líderes brasileiros mantêm a preferência para reuniões de planejamento, brainstorm, gerenciamento de projetos e informações gerais. 

Nesse cenário de reuniões virtuais, as cabines de call são uma excelente solução. “Grande parte dos projetos que estamos realizando hoje contam com novos ambientes, entre eles as salas individuais de reuniões”, conta a arquiteta Luciana Araújo, da Óbvio Arquitetura. Segundo ela, essas pequenas salas oferecem diversos benefícios. A principal é a possibilidade de fazer calls rápidas sem atrapalhar as demais pessoas. Outra forma de usar as cabines é quando alguns participantes estão no mesmo espaço, e acabam causando algum ruído na ligação daqueles que estão em outro ambiente. “A probabilidade é que os que estão juntos conversem entre si sobre alguma situação e, sem querer, excluam os outros integrantes por algum tempo”, diz. 

Nas cabines de call não há esse risco, já que cada um dos profissionais estará em um ambiente diferente, acelerando decisões e economizando o tempo dos participantes. Segundo Luciana, o fato de essas salas serem pequenas não significa que sejam ambientes de simples execução. “Elas demandam um bom planejamento. É essencial que essas salas tenham ventilação e ar condicionado. Para isso, temos que pensar nas tubulações e na rede elétrica. Além disso, é obrigatório pensar em infraestrutura contra incêndios, acústica, iluminação, internet. Tudo isso em um ambiente muito pequeno. É um desafio, mas que pode trazer muitos benefícios para a empresa”, explica.

Espaços de bem-estar

Outra demanda frequente pós pandemia são os ambientes focados no bem-estar das equipes. “Sabemos que estamos competindo com as casas das pessoas. Então, é importante oferecer um ambiente agradável para que elas queiram estar ali”, destaca a arquiteta. 

Segundo ela, o foco é oferecer espaços de convivência e multiuso. “Para uma das empresas, fizemos um andar inteiro de descompressão, voltado para a saúde e o bem-estar do funcionário tendo, entre outros, sinuca, barbeiro e manicure. Nossa proposta é oferecer um ambiente muito mais agradável, funcional e produtivo”, finaliza Luciana. 

Sobre a Óbvio Arquitetura

Fundada em 2008 pelas sócias Luciana Araújo e Nathália Otoni, graduadas pela UFMG e com pós-graduação em gerenciamento de projetos, a Óbvio Arquitetura já criou mais de 700 projetos nas mais variadas áreas. Com o foco em projetos nas áreas de inovação e tecnologia, a Óbvio participa ativamente da implementação de projetos das principais Startups de Belo Horizonte, que hoje figuram entre os players mais importantes do mercado digital brasileiro e mundial.  

 

Fonte: Hipertexto web - Paula Abani