Infectologista da Unimed-BH traz orientações de como usá-las e quais os modelos mais adequados a cada tipo de situação.

Estamos completando um ano de pandemia e a máscara se tornou um acessório imprescindível para reduzir a contaminação da COVID-19. Após o período de adaptação e com a oferta de novos modelos, algumas pessoas acabam tendo dúvidas sobre qual opção escolher. Recentemente, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (Center for Disease Control and Prevention - CDC) publicou um texto com orientações sobre o uso de máscaras. O material acabou circulando na internet e vem ganhando repercussão nas redes sociais.

O infectologista cooperado da Unimed-BH Adelino Melo Freire Jr. explica que uso da máscara continua sendo importante uma vez que é um acessório simples, seguro e acessível a todos. “A máscara, quando usada na comunidade, ajuda a reduzir a disseminação do vírus. Ela continua sendo relevante e seu uso é mais uma barreira física que contribui para que uma pessoa contaminada e assintomática não transmita o vírus para outras pessoas”, alerta.

A respeito da máscara de tecido, o especialista reforça que o modelo ideal deve ter três camadas, sendo que a do meio deve servir como um filtro. “Quanto mais densa for a trama do tecido melhor”, afirma Adelino. Sobre seu uso, o médico reforça que é fundamental que as pessoas usem a máscara em ambientes fechados e onde haja circulação de pessoas. Por exemplo, ao sair de casa para fazer uma caminhada, quando for ao supermercado, ao frequentar restaurantes e bancos, no local de trabalho etc. Sobre a higienização do modelo de tecido, ele explica que lavar a máscara apenas com água e sabão é suficiente para eliminar o vírus. E que a população deve evitar principalmente o uso de produtos químicos que podem gerar alergias na pele.

E o uso de duas máscaras?

Em relação ao uso das duas máscaras, o infectologista explicou que foi feito um estudo mostrando que o uso da máscara cirúrgica associada à máscara de tecido contribuiu para a redução da transmissão. “Esse estudo apontou que o uso das duas máscaras diminuiu o escape aéreo. Além disso, a máscara cirúrgica possui um elemento filtrante que muitas vezes não existe no modelo de tecido”, completou. O correto é usar a máscara cirúrgica embaixo da máscara de tecido. Nunca usar duas máscaras cirúrgicas juntas.

E a máscara N95?

Segundo Adelino, a máscara N95 continua sendo a melhor opção para profissionais de saúde e para as pessoas que estão expostos ao vírus. Ele explica que esse modelo, que já esteve em falta no mercado, atualmente está disponível e que, apesar do custo mais alto, já pode ser adquirido pela população. Mas o especialista alerta: “as máscaras N95, ou os modelos similares KN95 ou PFF2, não são laváveis e não são higienizáveis, porém, elas podem ser reutilizadas. Esse tipo de equipamento de proteção individual deve ser guardado em um saco de papel ou plástico. O manuseio deve ser feito com cuidado, exigindo ainda mais atenção do usuário ao colocá-la e tirá-la do rosto, sempre usando álcool antes e depois de tocar na máscara. Além disso, as máscaras não podem ter válvulas expiratórias, pois essas permitem saída de gotículas respiratórias”, reforça.

O infectologista orienta ainda que o modelo N95 pode ser uma opção em situações de maior risco de contágio, como em viagens aéreas ou de ônibus, quando há maior número de pessoas em um ambiente confinado.

Máscara cirúrgica, quando usar?

Adelino explica que a máscara cirúrgica também é uma opção segura quando usada adequadamente, principalmente em relação à cobertura da boca e nariz, além da vedação do escape de ar pelas laterais. Ele reforça também que esse tipo de máscara não é reutilizável, sendo necessário seu descarte após algumas horas de uso ou quando esteja úmida. Com isso o custo acaba sendo maior.

Por último, o infectologista da Unimed-BH reforça que o uso de qualquer uma das máscaras deve ser sempre associado a outras medidas preventivas como lavar as mãos com frequência, usar álcool em gel ou álcool 70% e continuar mantendo o distanciamento social.

Entre as recomendações finais na hora de escolher o tipo de máscara, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos reforça ainda: opte por um modelo que tenha duas ou mais camadas de tecido lavável e respirável; a máscara deve cobrir completamente o nariz e a boca; o modelo deve encaixar perfeitamente nas laterais do rosto, sem deixar espaços vazios; e que tenha um fio nasal, evitando que o ar vaze pela parte superior da máscara.

 

 

Fonte: Bruno Mafra - Rede Comunicação