A retomada da procura por intercâmbios para aprender inglês está em alta no Brasil. Não é à toa: a Comissão da UE recomendou a diminuição das restrições para entrada de pessoas de fora do bloco para viagens não essenciais e os Estados Unidos, por sua vez, decidiram suavizar a entrada de brasileiros no país.

Isso ilustra bem o motivo pelo qual “Intercâmbio 2022” alcançou o topo das pesquisas no Google Trends em janeiro no Brasil, e porque dados recentes registraram uma alta de 152% na procura para entrada nos EUA com visto EB2 (concedido para profissionais qualificados ou habilidades interessantes), sendo o Brasil o país com mais registros desse visto.

Para aprender inglês em outro país, a organização é fundamental

Para quem está na busca para aprender inglês e/ou colocar o idioma em prática, a hora não poderia ser melhor. A empresa nova-iorquina de consultoria Fragomen registrou um aumento pela busca de visto de estudante em 2021: foram 30% mais requisições só no primeiro trimestre do ano passado do que em todo o ano de 2020, quando a pandemia começou.

Já na Europa, os dados não ficam muito atrás: a Campus France, órgão governamental francês que auxilia nas informações para a realização de intercâmbio, apontou um aumento da busca de 39% em 2021.

Para quem está com essa ideia fixa em mente, a primeira dica é se organizar, principalmente em relação aos documentos. Providencie o passaporte com validade de até seis meses da volta e, caso o país de destino exija o visto, não hesite em visitar o site regularmente para conseguir antecipar a entrevista para obtenção do visto.

Se organizar quanto ao dinheiro também é válido: apesar do intercâmbio variar muito de preço em termos de tempo, depende também de curso, carga horária, escola e moeda do país e acomodação escolhida, e é preciso colocar tudo isso na ponta do lápis para se preparar. 

Em pesquisa feita pela Associação de Agências de Intercâmbio no Brasil (Belta), em 2020, por exemplo, a média de investimento por intercambista foi de US$ 5.928. Em 45% dos casos, o investimento foi de US$ 3 mil e em apenas 9% dos negócios, o valor ultrapassou os US$ 10 mil.

Países mais procurados para fazer intercâmbio

Se Canadá e Austrália estão entre seus objetivos, já esteja avisado que, de acordo com a Associação de Agências de Intercâmbio no Brasil, há uma demora considerável para esses dois países, por conta da alta procura. Já para os EUA, a prioridade dos consulados anda sendo o visto para estudante, o que facilita um pouco mais na hora de enfrentar “a fila”.

A paciência é a primeira coisa a ser colocada em prática, já que há uma fila de espera para emitir um visto, demanda que ficou represada por conta das fronteiras que ficaram fechadas durante a pandemia.

Caso você não queira esperar a fila, a Inglaterra e a Irlanda estão entre países que não precisam de visto e são os mais buscados para intercâmbio. Mas esteja avisado: no caso da Inglaterra, não é necessário ter visto para cursos com duração de até seis meses - no entanto, o intercambista também não consegue trabalhar. 

A Irlanda não cobra visto emitido no Brasil, mas se o estudante se matricular em curso de pelo menos seis meses de duração, ganha um visto com direito a trabalho.

Para finalizar, uma dica de ouro: enquanto você se prepara para a viagem de intercâmbio, que tal aprimorar a língua e aprender inglês online? Essa é a forma mais prática de treinar conversação e se preparar para o intercâmbio!

 

Fonte: Maria Gabriela Ortiz Vieira