A vacinação contra covid-19 no território brasileiro começou no dia 17 de janeiro de 2021. Entretanto, até o final do mês de maio, apenas pouco mais de 10% da população foi completamente vacinada – com primeira e segunda dose.

Isso acontece por diversos motivos, mas todos se englobam na conduta das autoridades, considerada irregular. 

De acordo com revelações da CPI da Covid, que investigou ações oficiais em relação a pandemia de coronavírus no Brasil, 53 e-mails com ofertas de vacinas da Pfizer foram ignorados pelo governo federal.

Desavenças diplomáticas também contribuíram para este cenário. A Coronavac é feita em parceria com o Instituto Butantan e a Sinovac, empresa de biofarmacêutica sediada em Beijing, na China. 

Declarações polêmicas de membros da atual gestão brasileira sobre os núcleos chineses causaram desconforto na relação entre os dois países. Isso prejudicou o envio de insumos para a fabricação da vacina.

A priorização da vacinação, segundo especialistas, também não foi ideal. A falta de um calendário federal obrigou que cada município seguisse uma organização diferente, criando assim uma desestruturação na ordem de imunização.

O ritmo acelerado de vacinação cria uma espécie de efeito cascata, reduzindo o risco de contaminação e o índice de mortalidade. Um exemplo é a queda nas mortes de pessoas na faixa dos 80 anos, que se vacinaram com as duas doses, que já pode ser observada. Consequentemente, isso reduziria o colapso na rede pública e privada de saúde.

Como temos observado nos últimos meses, a lentidão da vacinação e a falta de eficácia nas políticas públicas afeta toda a população, principalmente aqueles que não conseguem ficar em casa em virtude do trabalho. Desses, uma grande parcela não tem outra opção a não ser utilizar o transporte público para se locomover. E é aí que mora o problema.

O risco no transporte público

Evitar aglomeração em ônibus e metrôs é praticamente impossível. O transporte coletivo está quase sempre lotado devido a quantidade insuficiente dos meios de locomoção que não atende as demandas públicas.

A falta de medidas mais rígidas como a adoção do lockdown – comprovada cientificamente como um meio eficiente de combate ao coronavírus –, compra e distribuição de máscaras gratuitas e, como já dito, a vacinação a passos lentos, contribuem para que o risco de contaminação no transporte público seja ainda maior.

Os passageiros não são os únicos que correm perigo. Funcionários públicos como motoristas e cobradores, considerados trabalhadores essenciais, também estão expostos diariamente ao vírus. 

A vacinação deste grupo, em São Paulo, começou apenas em meados de maio, quase 5 meses depois do início das aplicações das doses no estado. O cronograma é variado nas demais regiões.

Por causa dessas falhas, motoristas e cobradores chegaram a promover paralisações no transporte para pressionar o governo a aplicar melhores condições de trabalho e, é claro, maior rapidez na vacinação.

O risco de pausas em ônibus, metrôs e trens ainda é real, o que seria prejudicial para milhões de pessoas que dependem do transporte público para se locomover.

Locomoção na pandemia


Se for absolutamente necessário sair de casa por algum motivo, é preciso tomar alguns cuidados para se proteger.

Veja quais as melhores formas de se locomover na pandemia e como se blindar da covid-19.

 

Carros
Veículos particulares são certamente um dos mais seguros. Evite dividir o carro com pessoas que não fazem parte de seu convívio diário ou cujas condutas em relação à pandemia são desconhecidas ou inadequadas.

De qualquer forma, é importante fazer a higienização do veículo com frequência. Limpe o painel, câmbio, volante e bancos com produtos à base de álcool e que sejam confirmadamente eficazes contra o vírus.

Em relação a táxis e carros de viagem por aplicativo, sempre use máscara. Além disso, mantenha as janelas abertas para maior ventilação e não se esqueça de higienizar as mãos com álcool em gel.

 

Ônibus, metrô e trens
Aqui a máscara se mostra mais necessária do que nunca. Por causa do volume de pessoas e dos ambientes menores e fechados, o risco no transporte público é maior.

Invista em máscaras que tenham alto índice de proteção, como a PFF2, cujo nível de vedação e filtragem são as maiores entre todas as opções. Este modelo é facilmente encontrado em casas de material para construção ou lojas online.

Também sempre tenha um frasco de álcool em gel 70 na bolsa para passar nas mãos durante as viagens.

 

Bicicleta
Mesmo que os riscos de contaminação caiam consideravelmente quando a bicicleta é o transporte escolhido, por causa da exposição ao ar livre, ainda é necessário se proteger.

Utilize máscaras de proteção enquanto pedala, carregue álcool em gel e limpe a bike com produtos desinfetantes.

 

Como economizar
Além da crise sanitária, a pandemia de covid-19 também afetou profundamente os meios econômicos. As medidas de distanciamento fizeram com que negócios reduzissem horários ou até mesmo fechassem as portas. Muitas pessoas perderam seus empregos por causa disso.

Portanto, veja como se locomover por aí de maneira econômica logo abaixo.

 

Aplicativos de carona
Esses apps de carona combinam o destino de usuários cadastrados para promover uma viagem compartilhada mais em conta. São procurados principalmente para viagens um pouco mais longas – como de cidade para cidade ou estado para estado – por causa do preço mais em conta que passagens aéreas, por exemplo.

Mas lembre-se: tome as medidas necessárias para se proteger do coronavírus quando for pegar uma carona com alguém!

 

Combustível
Se o seu carro for flex, opte pelo combustível mais barato que encontrar. Outra dica é fazer o cálculo de consumo, que consiste em mapear o uso para economizar.

Com o tanque baixo, divida os quilômetros percorridos pela quantidade de litros que a bomba marca na hora de abastecer. Por exemplo, se for necessário 30 litros para completar o tanque e o carro rodou 500 km, a média é de 16,66 km por litro – a conta fica 500/30.

Quando você tem números mais concretos, sabe quanto gasta exatamente e como se planejar para administrar melhor a sua renda mensal.

 

Seguro Auto na pandemia
Ter o carro segurado é de extrema importância, mesmo com o uso reduzido por causa das medidas de restrição impulsionadas pela pandemia.

É exatamente por isso que o seguro auto pago por uso vem ganhando cada vez mais espaço, já que o dono do veículo paga pelo o que de fato utiliza. 

Portanto, se o carro só sai da garagem para ir ao supermercado ou à farmácia, por exemplo, apenas a quilometragem dessas viagens são cobradas.

Deixar o carro desprotegido não é uma opção, assim como pagar por valores exorbitantes em um serviço pouco utilizado, ainda mais com as dificuldades econômicas que vêm assolando o Brasil de maneira intensa desde o primeiro trimestre de 2020.

 
 
Fonte: Beatriz Souza