Na última segunda-feira (07), a Secretária de Estado de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap-RN), confirmou um novo caso de “fungo preto” no Brasil. O fungo, chamado mucormicose, é uma infecção rara fúngica que costuma infectar pacientes que já tiveram o novo coronavírus (Covid-19), sendo considerada uma doença com alta taxa de mortalidade, conforme revelou a BBC. 

A infecção é chamada de mucormicose, pois é causada pela exposição ao mofo mucoso, ela é frequentemente encontrada no solo, em plantas e na decomposição de orgânicos. 

No Brasil, apenas nos cinco primeiros meses de 2021, foram confirmados 29 casos, enquanto, em todo o ano de 2020 foram registrados apenas 36, de acordo com o Ministério da Saúde. Neste ano, a infecção já acometeu dezenas de indianos, sendo considerada uma nova epidemia no país.  

O caso confirmado no Rio Grande do Norte é de uma mulher, de 42 anos, que já teve Covid-19. De acordo com as informações, ela apresentou sintomas da mucormicose e ao ser submetida a uma biópsia foi confirmada a ocorrência do fungo. A paciente encontra-se em tratamento em casa. 

O portal Telegraph Índia informou que muitas pessoas ficaram com sequelas graves devido à doença, como cegueira, por exemplo. Além disso, os médicos indianos relataram uma preocupação maior com pacientes que tiveram Covid-19 e são diabéticos. De acordo com eles, o fungo ataca pessoas entre 12 e 15 dias após a recuperação do coronavírus.  A maior incidência também atinge gravemente os pacientes imunocomprometidos, como aqueles com câncer ou com Aids. 

Os pesquisadores consideram a hipótese de a proliferação da doença estar associada à prescrição desenfreada e de longo prazo de esteroides no tratamento de infectados pelo coronavírus. A explicação se dá porque estes medicamentos suprimem o sistema imunológico dos pacientes, deixando-os mais vulneráveis à infecção causada pelos fungos. 

 

Com: ICTQ - Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade