Na última segunda-feira (26), a Comissão Europeia deu início a um processo contra a farmacêutica AstraZeneca. De acordo com a comissão, a ação é devido a empresa não ter respeitado um contrato de fornecimento de vacinas contra a Covid-19 e não ter um plano confiável que garanta a entrega dos imunizantes a tempo. 

Segundo o portal G1 de notícias, o problema entre os envolvidos acontece desde janeiro, quando a AstraZeneca declarou que não entregaria os 300 milhões de doses contratadas pelo bloco no tempo em que havia sido acordado, entre janeiro e junho de 2021. Além disso, na negociação ficou acordado que a farmacêutica entregaria 121 milhões de doses, mas, até o momento, foram entregues apenas 31, 2 milhões, de acordo com dados apurados pela Uol. 

Para a comissária de Saúde do bloco, Stella Kyriakides, a prioridade é que haja a garantia das entregas da vacina a tempo para a proteção da saúde da União Europeia.  

Os atrasos na entrega das vacinas podem dificultar a imunização da primeira dose e comprometer a imunização da população que aguarda pela segunda dose. Como a Astrazeneca possui duas aplicações, o atraso pode não garantir a eficácia do produto. 

De acordo com o gerente-geral da Gerência Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gustavo Mendes, “Muitas vezes uma dose só não é suficiente para atingir aquele mínimo de anticorpos necessários para neutralizar o vírus, então, por isso, precisa de uma dose de reforço, que ajuda a se atingir esse grau de anticorpos necessários” explica.  

 

 

Fonte: ICTQ - Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade